de 13.09.2019 até 22.09.2019

folha de viagem

VIAGEM #0 - ENCONTRO COM O CINEMA PORTUGUÊS

Nesta viagem experimental (e exploratória) da VEREDAS propomos percorrer um pequeno troço ao centro da Estrada Nacional 2 e aí revisitar algumas salas de cinema antigas, ao mesmo tempo que descobrimos (ou criamos) algumas novas.
Este pequeno programa, que inclui sessões de cinema ao ar livre e em auditórios recuperados ou em ruínas, propõe então uma pequena viagem pela história da rede de exibição do país, e uma deriva pela história do cinema português, aproximando filmes contemporâneos e filmes dessa história. Será nos fins-de-semana de 13 a 15 e 20 a 22 de Setembro (2019), em volta da EN2, entre o Couço e Ponte de Sôr.

A viagem começa no novo auditório da Casa da Cultura de Montargil onde vamos mostrar a cópia com o restauro digital dos VERDES ANOS, de Paulo Rocha (1963): na primeira saída de Lisboa, a Veredas mostra então um filme sobre uma chegada à cidade - e vamos pôr a planície alentejana a fazer eco nos decampados dos Olivais. Seguimos depois para a praça central de Mora onde vamos projectar o provocador DINA E DJANGO, de Solveig Nordlund (1983), nas paredes brancas da Igreja Matriz. Em Ponte Sôr o belíssimo e recuperado Teatro-Cinema vai receber três primeiros filmes que são também pontos de viragem e revolução no cinema português: ARENA, João Salaviza (2009), JAIME, António Reis (1974) e BALADA DE UM BATRÁQUIO, Leonor Teles (2016). No seu conjunto, são filmes que falam de clausura e tratam a libertação como uma espécie de explosão – o que acompanha o movimento deste início de viagem. Continuamos (e acabamos, para já) com outra espécie de revolução: FÁBRICA DE NADA, filme colectivo da Terratreme realizado por Pedro Pinho (2017) vai ser projectado na fachada das ruínas silenciosas do Cinema Império (enquanto ainda estão de pé).

Agradecemos a João Salavisa, Leonor Teles, Filipa Reis e Uma Pedra no Sapato, Solveig Nordlund, Pedro Pinho e toda a equipa da Terratreme terem cedido os seus filmes para mostrar nestas sessões. À Cinemateca Portuguesa por ter agilizado o acesso à cópia dos VERDES ANOS. E aos Municípios de Ponte Sôr e Mora, à Freguesia do Couço e à Direcção Regional da Cultura do Alentejo terem apoiado esta experiência.

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